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Inauguração do Canal de Suez

1869

Inauguração do Canal de Suez

O evento em detalhe

O canal de Suez (قناة السويس, Qanāt as-Suwais) é uma via navegável artificial ao nível do mar, no Egito, que liga o mar Mediterrâneo ao mar Vermelho através do istmo de Suez. Separa a África da Ásia e a península do Sinai do restante do território egípcio. Com 193,3 km de extensão, permite a navegação entre a Europa e a Ásia sem contornar a África.

Em 1858, o diplomata francês Ferdinand de Lesseps fundou a Companhia do Canal de Suez para construir a passagem. As obras duraram de 1859 a 1869, e a inauguração ocorreu em 17 de novembro de 1869. O canal liga o Atlântico Norte ao norte do oceano Índico pelo Mediterrâneo e pelo mar Vermelho, dispensando a passagem pelo Atlântico Sul e pelo sul do Índico. Estende-se de Porto Saíde, ao norte, a Porto Tewfik, na cidade de Suez, ao sul.

O traçado original tinha uma única faixa de navegação, com locais de passagem no desvio de Ballah e no Grande Lago Amargo. O projeto de Alois Negrelli dispensava eclusas, permitindo a passagem livre da água do mar. Ao norte dos lagos Amargos, a corrente costuma seguir para o norte no inverno e para o sul no verão. Ao sul dos lagos, muda com a maré em Suez.

O canal pertencia ao governo egípcio, mas a empresa concessionária era controlada por acionistas europeus, sobretudo britânicos e franceses. Em julho de 1956, o presidente Gamal Abdel Nasser nacionalizou a companhia, decisão que levou à Crise de Suez, em outubro e novembro daquele ano. A administração e a manutenção cabem à empresa estatal Autoridade do Canal de Suez. A Convenção de Constantinopla estabelece a liberdade de passagem de navios mercantes e de guerra, em tempos de paz ou de guerra e sem distinção de bandeira. O atalho também é um ponto de estrangulamento naval, de interesse para as marinhas do Egito e de Israel, países com costas e bases no Mediterrâneo e no mar Vermelho. Fechado pelo Egito no início da Guerra dos Seis Dias, em 5 de junho de 1967, permaneceu sem navegação por oito anos, até 5 de junho de 1975.

Em 2014, o governo egípcio começou a construir uma via paralela de 35 km e a alargar e aprofundar outros 37 km nas passagens de Ballah e dos lagos Amargos, para reduzir o tempo de travessia. O projeto previa elevar a capacidade de 49 para 97 navios por dia e custou cerca de US$ 8,5 bilhões. O financiamento veio de certificados de investimento remunerados, oferecidos exclusivamente a pessoas e entidades egípcias. Em 2016, a autoridade do canal abriu um novo canal lateral na extremidade norte da ampliação oriental. Ele permite a entrada e a saída de navios do terminal de contêineres oriental sem interromper a passagem dos comboios, que antes impedia essas manobras.

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