Batalha da Grã-Bretanha
1940
O evento em detalhe
A Batalha da Grã-Bretanha (em alemão: Luftschlacht um England, lit. 'batalha aérea pela Inglaterra') foi uma campanha militar da Segunda Guerra Mundial, na qual a Força Aérea Real Britânica (RAF) e a Aviação Naval Britânica (FAA) da Marinha Real Britânica defenderam o Reino Unido contra ataques em larga escala da força aérea da Alemanha Nazista, a Luftwaffe. Foi a primeira grande campanha militar travada inteiramente por forças aéreas. Seu nome deriva do discurso proferido pelo Primeiro-Ministro Winston Churchill à Câmara dos Comuns em 18 de junho de 1940: "O que o general Maxime Weygand chamou de 'Batalha da França' terminou. Prevejo que a Batalha da Grã-Bretanha está prestes a começar."
Os alemães haviam rapidamente subjugado a França e a região dos Países Baixos na Batalha da França, deixando o Reino Unido à mercê da ameaça de uma invasão marítima. O Oberkommando der Wehrmacht (OKW, Alto Comando das Forças Armadas) reconhecia as dificuldades de um ataque naval enquanto a Marinha Real Britânica controlava o Canal da Mancha e o Mar do Norte. O principal objetivo das forças alemãs era forçar o Reino Unido a aceitar um acordo de paz negociado.
Os britânicos reconhecem oficialmente a duração da batalha como sendo de 10 de julho a 31 de outubro de 1940, que se sobrepõe ao período de ataques noturnos em grande escala conhecido como Blitz, que durou de 7 de setembro de 1940 a 11 de maio de 1941. Os historiadores alemães não seguem esta subdivisão e consideram a batalha como uma única campanha que durou de julho de 1940 à maio de 1941, incluindo a Blitz.
Em julho de 1940, teve início o bloqueio aéreo e marítimo, com a Luftwaffe visando principalmente comboios de navios costeiros, bem como portos e centros portuários como Portsmouth. Em 16 de julho, Adolf Hitler ordenou a preparação da Operação Leão Marinho como um potencial ataque anfíbio e aerotransportado ao Reino Unido, a ser realizado assim que a Luftwaffe obtivesse superioridade aérea sobre o Canal da Mancha. Em 1 de agosto, a Luftwaffe recebeu ordens para alcançar a superioridade aérea sobre a RAF, com o objetivo de incapacitar o Comando de Caças da RAF; 12 dias depois, transferiu os ataques para aeródromos e infraestrutura da RAF. Conforme a batalha progredia, a Luftwaffe também passou a alvejar fábricas envolvidas na produção de aeronaves e infraestrutura estratégica. Por fim, empregou bombardeios terroristas em áreas de importância política e contra civis. Em setembro, os ataques noturnos do Comando de Bombardeiros da RAF interromperam a preparação alemã de barcaças convertidas, e o fracasso da Luftwaffe em sobrepujar a RAF forçou Hitler a adiar e, eventualmente, cancelar a Operação Leão Marinho. A Luftwaffe mostrou-se incapaz de sustentar ataques diurnos, mas suas contínuas operações de bombardeio noturno contra o Reino Unido ficaram conhecidas como Blitz.
O fracasso da Alemanha em destruir as defesas aéreas britânicas e forçá-la a sair do conflito foi a primeira grande derrota alemã na Segunda Guerra Mundial.
