Cortés inicia a conquista do Império Asteca
1519–1521
O evento em detalhe
Hernán Cortés de Monroy y Pizarro Altamirano (Medellín, 1485 – Castilleja de la Cuesta, 2 de dezembro de 1547), primeiro marquês do Vale de Oaxaca, foi um militar, conquistador, explorador, capitão-general e escritor espanhol que, no início do século XVI, comandou a conquista do México-Tenochtitlán. A campanha derrubou a Tríplice Aliança Asteca, estabeleceu o domínio castelhano sobre sua capital e abriu uma etapa mais ampla de conquistas que levou à formação do Vice-Reino da Nova Espanha; a queda de Tenochtitlán não significou a submissão imediata de todo o território.
Cortés nasceu na cidade estremenha de Medellín, numa família de fidalgos. Partiu para o Novo Mundo e passou por Hispaniola e Cuba. Em 1512, recebeu cargo municipal em Santiago de Baracoa, primeiro assentamento espanhol permanente de Cuba; depois acompanhou a mudança do centro político para Santiago de Cuba, onde também exerceu o posto de alcalde. Esses cargos pertencem à fase cubana de sua vida e não à terceira expedição às costas do atual México, organizada apenas em 1518. Entre 1504 e 1519, trabalhou como tesoureiro, escrivão, criador de gado e encomendero, além de extrair ouro. A ruptura com seu sócio e compadre, o governador cubano Diego Velázquez de Cuéllar, levou ao cancelamento de sua viagem às costas ocidentais recém-descobertas, ordem que Cortés ignorou.
Ao chegar ao continente, Cortés formou alianças com certos povos indígenas contra outros e contou de modo decisivo com dona Marina, uma indígena que atuou como intérprete e com quem teve um filho chamado Martín. Quando o governador de Cuba enviou emissários para prendê-lo, Cortés os enfrentou, venceu e incorporou os soldados que deveriam capturá-lo às suas próprias forças. Escreveu ao rei Carlos I para pedir que suas conquistas fossem reconhecidas e que ele não fosse punido por motim. Recebeu o título de marquês do Vale de Oaxaca, enquanto o cargo de vice-rei coube a um nobre de alta linhagem, Antonio de Mendoza. Cortés voltou definitivamente à Espanha entre o fim de 1539 e o início de 1540 e morreu em 1547. Seus restos mortais foram exumados e tornaram-se alvo de atos hostis e simbólicos.
Nos documentos conhecidos, Cortés usou o prenome Hernando e, com menor frequência, a forma equivalente Fernando, não Hernán. A forma abreviada hoje consagrada difundiu-se sobretudo no século XX.
