Adoção generalizada de ferramentas de IA generativa
2022–2023
O evento em detalhe
Inteligência artificial generativa (IA generativa ou GenAI) é um ramo da inteligência artificial que usa modelos generativos para produzir texto, imagens, vídeo, áudio, código de programação e outros tipos de dados digitais. Esses modelos aprendem os padrões e as estruturas presentes nos seus dados de treinamento e os usam para criar conteúdo novo em resposta a uma entrada, que em geral é um pedido em linguagem natural, chamado prompt. Os sistemas costumam ser classificados pelo formato de entrada e de saída, como texto para texto, texto para imagem ou texto para vídeo.
O uso de ferramentas de IA generativa cresceu de forma acentuada com a explosão da inteligência artificial da década de 2020, tornada possível por avanços nas redes neurais profundas e, em especial, nos modelos de linguagem de grande escala, baseados na arquitetura transformer. Entre as aplicações mais difundidas estão chatbots como ChatGPT, Claude, Google Gemini, Microsoft Copilot, DeepSeek, Grok e Qwen; modelos de texto para imagem como DALL-E, Stable Diffusion e Midjourney; e modelos de texto para vídeo como o Sora e o Veo.
Empresas de setores variados adotaram a tecnologia, entre eles desenvolvimento de software, saúde, finanças, entretenimento, atendimento ao cliente, publicidade, roteirização e design de produtos. Os modelos podem, no entanto, produzir respostas incorretas, as chamadas "alucinações", e têm sido usados em crimes cibernéticos, campanhas de desinformação e deepfakes. O treinamento com obras protegidas sem autorização dos titulares originou disputas judiciais sobre direito autoral, e a dependência de grandes centros de dados levanta preocupações com o consumo de energia e de água e com o lixo eletrônico.
A expansão da IA generativa foi acompanhada de iniciativas de regulação em vários países, como o Regulamento sobre Inteligência Artificial da União Europeia, as medidas provisórias chinesas para serviços de IA generativa e, no Brasil, o projeto de marco legal da inteligência artificial e as regras do Tribunal Superior Eleitoral para o uso da tecnologia em campanhas eleitorais. Também provocou greves de roteiristas e atores em Hollywood e debates sobre o seu efeito no trabalho, na educação e no jornalismo.
